Coreia do Sul avança para voltar à F1 com circuito urbano em 2028

A Coreia do Sul decidiu entrar de vez na disputa por uma vaga no calendário da Fórmula 1, porque o país apresentou um projeto ambicioso que reacende o interesse asiático pela categoria.

O plano envolve um circuito urbano de 4,96 km ao redor do Songdo Moonlight Festival Park, em Incheon, e surge após estudos que confirmaram viabilidade econômica e potencial turístico significativo. Além disso, o traçado promete velocidades de até 337 km/h, o que coloca a proposta no padrão atual da F1 e reforça a intenção de competir com grandes eventos globais.

O movimento ganhou força porque Incheon busca garantir um contrato de cinco anos e aposta em uma localização estratégica, já que a cidade fica próxima ao aeroporto internacional e possui infraestrutura moderna. A estimativa de impacto financeiro ultrapassa £289 milhões em turismo, enquanto o projeto prevê a criação de cerca de 5 mil empregos durante o fim de semana da corrida. Esses números fortalecem o discurso do governo local, que defende o retorno como uma oportunidade para impulsionar a imagem do país e ampliar sua presença no cenário esportivo mundial.

No entanto, o caminho não segue livre de obstáculos, porque o projeto enfrenta resistência política interna. Críticos classificam a iniciativa como uma ação de vitrine e questionam a falta de garantias concretas, já que a F1 mantém postura cautelosa com novos destinos. Apesar disso, o interesse da categoria pelo mercado asiático continua forte, e a Coreia do Sul tenta aproveitar esse momento para recuperar espaço após a saída do antigo GP de Yeongam, que deixou o calendário em 2013. Essa combinação entre ambição e disputa política cria um cenário que atrai atenção e alimenta debates sobre o futuro da F1 na região.

Enquanto isso, Incheon segue em busca de parceiros privados e prepara negociações com a gestão da Fórmula 1, porque a cidade deseja estrear no calendário em 2028. A proposta utiliza vias já existentes, o que reduz custos e se alinha ao modelo atual de corridas urbanas adotado pela categoria. Além disso, o estudo conduzido pela Tilke e pelo Korea Industrial Development Institute reforça a viabilidade do projeto, já que o circuito recebeu avaliação positiva em acessibilidade, impacto econômico e potencial de público. Essa base técnica fortalece a candidatura e aumenta a expectativa sobre a decisão final da F1.

Com isso, a Coreia do Sul se posiciona novamente como candidata séria para retornar ao calendário, porque combina planejamento, localização estratégica e forte apelo comercial. O projeto ainda depende de aprovações políticas e negociações com a F1, mas já movimenta o paddock e desperta curiosidade sobre como a categoria pode expandir sua presença na Ásia nos próximos anos.

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